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Candelária, 25 de Abril de 2017

Paleontologia


Riquezas paleontológicas de Candelária


O Museu municipal Aristides Carlos Rodrigues, criado pela lei n° 084/1990, monitora, protege e exibe o patrimônio natural, cultural e museológico, constituindo riqueza inigualável. Tal acervo o coloca em grau de importância similar aos das grandes instituições.

Em exibição estão dezenas de fósseis originais, fotos, desenhos, réplicas de peças e esculturas de animais. Apresentados de forma didática e de fácil apreensão do visitante, a diversidade mostra inusitados coprólitos (excrementos), marcas de vermes, mandíbulas, crânios, entre outros.

Através de lupa ótica e microscópio podem ser vistos detalhes imperceptíveis nos fósseis como a dentição de animais extremamente pequenos, anéis nos cortes de lenhos, tecido ósseo com seus anéis de crescimento, vestígios de vasos sanguíneos, medula óssea.

Lenhos diversos (madeira petrificada)














Curiosidades de Candelária
- O maior crânio de predador do período triássico foi encontrado em Candelária;
- Candelária é um dos dois únicos lugares no planeta onde há cinodontes mamaliamorphas, que possuem crânios de pequena dimensão só observáveis com o uso de lupa óptica;
- É o único município brasileiro onde se encontram três episódios faunísticos diferentes, expressos nos andares geológicos ladiniano, craniano e noriano;
- Os afloramentos de Candelária já possibilitaram a descoberta de 13 novos animais desconhecidos da ciência.

Um caso de rara existência
Privilegiada de forma singular, Candelária contabiliza mais de três dezenas de afloramentos. Neles podemos encontrar vertebrados, icnofósseis (marcas, coprólitos) e lenhos. Encontramos grandes répteis na Cenozona de Dinodontossauro (cerca de 230 milhões de anos); o nascer dos dinossauros na Cenozona de Hyperodapedon (250 milhões de anos; e o aparecimento dos mamíferos na Cenozona Riograndia (220 milhões de anos).

Os fósseis preservam uma série de informações importantes. Foram encontradas dentições estranhas, a exemplo dos rincossauros, posturas diferenciadas de membros, como nos dinodontossauros, crânios excêntricos como o do Jacharleria. Animais maiores como o Tecodonte e menores como o Riograndia; Carnívoros como o Guaibassauro e herbívoro como o Massetognathus. Animais que trazem os vestígios das transformações que levam ao mamífero, como o Candelariodon em 230 milhões de anos e o Brasilitherium em 220 milhões de anos.

1) Formação Serra Geral, Cretáceo. 2) Formação Botucatu, Cretáceo. 3) Formação Guará, Jurássico. 4) Formação Santa Maria e Formação Caturrita, Triássico. 5) Formação Sanga do Cabral, Triássico. 6) Formação Piramboia, Permiano. 7) Grupo Itararé, Permiano.
Um local privilegiado
No gráfico, a parte em vermelho mostra os afloramentos triássicos brasileiros e em verde a capa basáltica da Serra Geral que ainda os protege. O território candelariense situa-se entre duas antigas falhas geológicas, marcadas por um par de linhas de sentido norte-sul, onde correm os rios Pardo e Botucaraí.











Bichos em estudo
Essa terra de incrível riqueza já apresentou ao mundo animais inéditos como o Candelariodon barberenai, Guabasaurus candelariensis, Jachaleria candelariensis, Candelaria barbouri, Riograndia guaibensis, Charruodon tetrascuspidatus, fitossauro e um anfíbio temnospôndilo, mas há atualmente mais seis novos a serem descritos e nominados.

Candelária em outros museus
Desde a década de 40, muitos fósseis de animais pré-históricos foram descobertos e levados por instituições de pesquisa a diversos museus, coleções universitárias, uma fundação e um colégio. Estima-se que mais de 50 animais estão em coleções externas. A partir de 2002, os fósseis não saem mais do território de candelária e são tombados pela curadoria do Museu em registro especial. Somam, hoje, mas de trinta espécimes de 16 espécies diferentes.

Rincossauro
Ou lagarto de bico, é considerado o fóssil guia do Triássico. É encontrado em vários afloramentos do município. Herbívoro, cosmopolita, possuía uma cabeça robusta e triangular que lhe são características. Viveu no Triássico médio (225 milhões de anos)

Candelaria barbouri

Descrito pelo seu descobridor, o cientista Price, primeiro a descobrir fósseis em Candelária na década de 40. Característica interessante é possuir dentes no céu da boca. Viveu no Triássico médio (230 milhões de anos)

Dinodontosaurus turpior
Ao dinodontossauro é atribuído o hábito gregário e feitura de tocas, era herbívoro e o mais abundante táxon de sua época (triássico médio – 230 milhões de ano).

Cardelariodon barberenai
Candelariodon é a primeira descoberta inédita encontrada com o trabalho do Muse de Candelária, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. trata-se de um cinodonte carnívoro, que já apresenta canninos bem definidos, incisivos e pós-caninos, características que passará pela descendência até a formação dos mamíferos alguns milhões de anos depois. Viveu no Triássico médio (230 milhões de ano).
Arcada dentária do Candelariodon barberenai
Guaibassaurus candelariensis
Considerado um dos mais antigos do mundo, apresentava as características bem definidas do bipedalismo (com a liberação dos membros anteriores). Viveu no período Triássico (220 milhões de anos).
Réplica do Guaibassaurus no Museu Aristides Carlos Rodrigues
Jachaleria candelariensis
É a última espécie de linhagem de dicinodontes. Extingue-se no final do Triássico (220 milhões de anos). Esses herbívoros, com tamanho de um pequeno bovino, viviam em bandos e não possuíam dentes. Tinham um bico córneo similar ao das tartarugas.
Jachaleria candelariensis
Fitossauro
Junto ao afloramento Botucaraí, foi encontrado o único espécime até hoje conhecido para toda a América do Sul e África. Réptil aquático extinto, semelhante aos crocodilos. Sua dentição indica a possibilidade de capturar presas escorregadias como os peixes. Viveu no final do período Triássico (220 milhões de ano).

Prestosuchus chiniquensis

O maior predador de todo o período Triássico brasileiro. Não mastigava, engolia em grandes pedaços como ainda hoje acontece com os répteis. Viveu no Triássico, há cerca de 230 milhões de anos.

 
 
 
 

Contribuição:
Aos interessados em contribuir com qualquer quantia financeira ao Museu Aristides Carlos Rodrigues, está disponível a conta corrente n° 1.0403.00626-2, agência 0100 do Sicredi, em nome da Malha de Proteção ao Patrimônio. O Museu está localizado na rua 15 de novembro nº 604, Candelária.

Fontes:
Material impresso produzido pelo Museu Aristides Carlos Rodrigues, em parceria com a Câmara de Vereadores de Candelária
http://www.penaestrada.blog.br/os-dinossauros-de-candelaria/#!prettyPhoto
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/12/fossil-de-dinossauro-do-periodo-triassico-e-encontrado-no-rs.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Candel%C3%A1ria_%28Rio_Grande_do_Sul%29
http://pt.wikipedia.org/wiki/BR-287
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paleorrota
http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Aristides_Carlos_Rodrigues



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